5 de ago de 2009

Como gastar R$100,00




Estava passando uma semana em uma determinada cidade do interior de São Paulo, porém com um comércio bem desenvolvido, que não deixa a desejar. Quando recebo uma ligação em meu celular. Era minha irmã, para variar sempre em cima da hora como uma louca desvairada, e me diz... “olha depositei R$100,00 e m sua conta, e quero que você trouxesse para mim uma bolsa, um vestido e um óculos escuros!”. Bom eu pensei, vou ter que fazer milagre, mas tudo bem! Senti-me naqueles programas tipo o Fantástico que passa um valor como esse e as crianças têm que ir ao shopping para ver o que dá para comprar. Como estava com tempo livre, me dirigi para o centro da cidade, para “bater perna atrás dos tão sonhados itens que minha irmã havia me pedido.
Bom com R$ 100,00 até consigo encontrar os produtos, mas a qualidade hummm, aí pode ser questionada.

Bom, me organizei e o que fiz fui andando de loja em loja, vendo as vitrines, e o que eu achava interessante pegava o cartão da loja e anotava atrás o item e o preço.
Depois de várias lojas e muitas quadras percorridas, sentei em um banco de praça, e comecei a montar o meu quebra-cabeça de cartões, e fui fazendo a conta com os produtos que tinha pesquisado.

Retornei em algumas lojas e comprei o vestido e os óculos escuros, deixando a bolsa por último.
Bom como eu digo em sala de aula para os meus alunos, ou eu tenho um para-raio para atrair esse tipo de situação ou então minha percepção está aguçada demais.
Entrei na determinada loja e percebei que só tinha eu de cliente, pedi então a pessoa que me atendeu para pegar uma bolsa que estava na vitrine. Era uma bolsa de mão preta com detalhes em dourado, bem bonita a meu ver, e com um preço de R$27.90.
Bom, a vendedora desceu várias bolsas da prateleira atrás do balcão, diversas cores, modelos e tamanhos, porém menos a que eu pedi que estava na vitrine. Foi preciso, eu repetir umas três vezes para que me fizesse entendido. Assim, a vendedora pegou a tão solicitada bolsa, nesse meio tempo, me virei e fiquei observando os outros produtos que estavam em exposição no interior da loja. Então eis que ouço um barulhinho daquelas máquinas de calcular made in Twain, seguido da seguinte frase: “Senhor, com o desconto essa bolsa sai por R$88,00, instantaneamente exclamei: “como de um produto de valor de R$27,90 com o “desconto” vai para R$ 88,00?”
Bom aí veio à explicação que aquele valor que estava marcando era o valor da prestação e que a vendedora que remarcou o produto por ser recém contratada se equivocou. Naturalmente deixei de saber desse tipo de informação, pois o preço estava exposto junto ao produto em uma vitrine de rua.
Apelando pela compaixão, veio o famoso discurso de que se eu levasse o produto pelo preço que estava exposto, a funcionária teria que pagar pela diferença ou até correria o risco de ser demitida.
E como não havia outro cliente na loja, todas as vendedoras se agruparam ao meu redor, meio que me acuando, de vítima passei a me sentir o vilão. Mas como não sou de me abater por esse sentimento, fiquei firme em minha decisão, e disse que iria levar o produto pelo valor em que estava sendo vendido. Fui acusado de não ter consciência, e como paciência tem limite, retruquei dizendo que quem não teria consciência seria a gerente ou proprietária da loja que não confere o serviço de uma recém contratada. Levei o produto por R$27,90 e ainda pedi para que fosse embrulhado para presente, me dirigi ao caixa para efetuar o pagamento e ainda tive que esperar uns 10 minutos, pois havia ocorrido uma pane elétrica e estavam mexendo no computador. Pagamento feito me dirigi ao balcão para pegar o produto e deixar o estabelecimento. Quando ainda fui indagado se eu era morador da cidade, tentei pensar porque razão dessa pergunta e acabei dizendo que sim, e depois disso ouvi um “vai com Deus então!” e desejei o mesmo! Pois afinal tenho certeza que não foi isso que me desejaram.
Ao chegar aqui em minha cidade de residência, e ao encontrar com minha irmã contei todo o fato para ela, e disse: “Leva essa bolsa para Igreja e benze! Porque a uruca que veio junto com ela foi forte!” Depois desse tipo de situação só rindo mesmo, para aliviar o stress. Mas também vale para despertar para o nosso direito de consumidor.

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